Um amigo inesperado

Baseado em livro que narra uma história verídica, o filme conta a vida de Kyle, um menino autista de seis anos, que vive em seu próprio mundo, entregue a algumas (poucas) atividades, dentre as quais se destaca assistir vídeos de animação que têm como protagonista um trem, de nome Thomas, muito popular entre as crianças inglesas.

Os pais de Kyle encontram dificuldades em se relacionar com ele (e entre si também, principalmente no que diz respeito ao que fazer com o filho), mas a avó materna parece encontrar maneiras de fazê-lo realizar algumas ações. É dela a ideia de usar um boneco para dizer ao neto que ele deve fazer alguma coisa, como comer, ou parar de fazer alguma coisa porque é hora de ir embora. Com esse estratagema, ela consegue que o menino a obedeça.

Também é dela a ideia de dar um cachorro para Kyle, o qual é imediatamente nomeado de Thomas por ele. Com isso, fica evidente que ele, nesse momento, transfere para o cachorro o vínculo positivo que dispensava para o personagem do desenho animado, atitude esta que traz bons presságios. Leia mais »

Parceria com o ESTUDODEBOM – o clube do aprender

Área high tech

A Caraminhadas tem o prazer de comunicar que daqui em diante manterá estreita parceria com o ESTUDODEBOM – o clube do aprender, que vem a ser um espaço especialmente criado para ensinar adolescentes a estudar e a pesquisar. Com uso de muita tecnologia, a garotada decide o que deseja aprender, descobrir, investigar, aprende a fazê-lo por meio da metodologia MAPA (metodologia de aprendizagem da pesquisa e da autoria) e do manejo de uma ferramenta de organização do pensamento. Leia mais »

Tempos da aula – Recursos para disparar a aula

Este ESTUDIOSAMENTE abre uma série de três artigos contendo reflexões sobre a aula a partir dos seus tempos.

Uma aula possui, grosso modo, três tempos ou momentos: início da aula, aula propriamente dita e término da aula. Dito assim, parece simplório e irrelevante mas a importância de se recortar a aula se explica pelo fato de que, para podermos planejar intervenções que melhorem de fato a aprendizagem dos alunos, é preciso analisar criteriosamente como as aulas estão sendo dadas.

O recorte temporal em distintas categorias cumpre bem esse papel porque direciona e apura o olhar para os fenômenos que ocorrem em cada parte da aula e isso favorece o desenvolvimento de uma linguagem que dê conta de se falar de modo crescentemente profissional sobre o assunto. O importante é entender que cada tempo da aula, de acordo com sua especificidade, precisa estar comprometido em contribuir para a aprendizagem do aluno, e é preciso saber avaliar como cada um deles está cumprindo esse papel. Leia mais »

Vermelho como o céu

Por que só uma única linguagem na escola?

Mirco, que nasceu e viveu até os 10 anos de idade podendo ver o mundo, agora é um menino cego, que precisa se adaptar em escola especial para os que não vêem. Um dia o professor faz uma encomenda aos alunos: “Pesquisem e me apresentem um trabalho sobre as estações do ano”. Criança inquieta e criativa, Mirco, que ainda não domina os recursos de leitura e escrita para cegos, encontra uma solução inesperada: apresenta um trabalho sonoro, com os sons de cada estação do ano. Para seu desapontamento, seu trabalho não é aceito e, pior ainda, ele é fortemente repreendido pelo professor. A lição duramente passada foi que autoria e autonomia são transgressões passíveis de punição.

Mas, felizmente, Mirco não comprou esse “ensinamento” e começou a criar histórias sonoras com um velho gravador que encontra em algum canto empoeirado da escola. Em pouco tempo, vai agregando em torno de si várias outras crianças, que passam a participar ativamente das histórias. Leia mais »

A escola em busca de identidade

Heloisa Padilha

Para preparar a conversa sobre a necessária busca que a escola precisa empreender para se libertar das amarras que a prendem ao século passado, é interessante refletir sobre uma outra instituição que tinha tudo para desaparecer nas dobras da modernidade mas, pelo contrário, renovou-se e encontrou uma nova roupagem e uma nova identidade. Falo sobre o circo.

O circo faturava seu milenar sucesso em cima da exploração dos animais, do risco, do bizarro e dos limites da ação humana. Ver animais realizando feitos inimagináveis, viver a tensão de assistir artistas fazendo malabarismos nas alturas com risco de vida, horrorizar-se ao contemplar seres humanos portadores das mais bizarras deformações e apreciar pessoas se contorcendo, equilibrando ou levantando peso nos confins do limite do possível – esses foram os quatro pilares que levaram legiões de espectadores aos circos através dos tempos.

E eis que de repente, não mais que de repente, três desses pilares caíram ao mesmo tempo no fundo fosso do politicamente incorreto. Sobrou a exploração das ações humanas extraordinárias que também apreciamos nos esportes olímpicos. Como poderia o circo sobreviver com apenas um de seus pilares? Assim, as opções eram: desaparecer ou reinventar-se. Leia mais »