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	<title>Comentários sobre: Sociedade dos poetas mortos</title>
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	<description>A sua revista interativa sobre educação</description>
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		<title>Por: Heloisa Padilha</title>
		<link>http://www.caraminhadas.com.br/2009/09/sociedade-dos-poetas-mortos/comment-page-1/#comment-36</link>
		<dc:creator>Heloisa Padilha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 00:11:47 +0000</pubDate>
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		<description>Jaylei, 

Vou embarcar nas suas questões e navegar livremente nelas, ok? 

Para começar, penso que as aproximações entre aluno e cidadão, por um lado, e escola e sociedade, por outro, são muito apropriadas já que a escola pode ser vista como um importante locus de experiência social para os jovens seres que estão chegando a esse mundo. Exatamente por esse motivo é que precisaríamos levar muito mais a sério a resolução de conflitos na sala de aula e oferecer muito mais oportunidades de negociar significados e soluções para os alunos exercitarem, num ambiente menor e de modo supervisionado, o convívio em sociedade. Essas seriam algumas das práticas que se alinhariam com os princípios de autonomia e cidadania. Se autonomia é reger-se por si próprio sobre uma base de regras sociais internalizadas e se cidadania é conduzir-se socialmente em função de direitos e deveres, então precisamos que nossos alunos proponham e defendam seus direitos e aprendam a se submeter a um sistema de deveres gerados por regras consensuadas entre seus pares; e precisamos que eles sejam convidados a pensar e a criar relações próprias e inéditas entre os conhecimentos que vão construindo.

Isso supõe oferecer-lhes opções. Opções de linguagens, de fontes de consulta, de metodologia de estudo, de tamanho e formato do trabalho etc, etc. Isso NÃO significa deixar fazer o que quiser, nem preparar tantas opções quanto o número de alunos, mas abrir alternativas e estar aberto para outras tantas que os alunos venham a sugerir.

Esses seriam alguns dos desafios sobre os quais vc se pergunta: incentivar os alunos a questionar mas sem que isso se transforme em baderna; permitir que criem sem que isso seja visto como rebeldia ou transgressão. Ah... os paradoxos, os oxímoros... muito difícil lidar com eles... mas ao mesmo tempo, fascinante!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jaylei, </p>
<p>Vou embarcar nas suas questões e navegar livremente nelas, ok? </p>
<p>Para começar, penso que as aproximações entre aluno e cidadão, por um lado, e escola e sociedade, por outro, são muito apropriadas já que a escola pode ser vista como um importante locus de experiência social para os jovens seres que estão chegando a esse mundo. Exatamente por esse motivo é que precisaríamos levar muito mais a sério a resolução de conflitos na sala de aula e oferecer muito mais oportunidades de negociar significados e soluções para os alunos exercitarem, num ambiente menor e de modo supervisionado, o convívio em sociedade. Essas seriam algumas das práticas que se alinhariam com os princípios de autonomia e cidadania. Se autonomia é reger-se por si próprio sobre uma base de regras sociais internalizadas e se cidadania é conduzir-se socialmente em função de direitos e deveres, então precisamos que nossos alunos proponham e defendam seus direitos e aprendam a se submeter a um sistema de deveres gerados por regras consensuadas entre seus pares; e precisamos que eles sejam convidados a pensar e a criar relações próprias e inéditas entre os conhecimentos que vão construindo.</p>
<p>Isso supõe oferecer-lhes opções. Opções de linguagens, de fontes de consulta, de metodologia de estudo, de tamanho e formato do trabalho etc, etc. Isso NÃO significa deixar fazer o que quiser, nem preparar tantas opções quanto o número de alunos, mas abrir alternativas e estar aberto para outras tantas que os alunos venham a sugerir.</p>
<p>Esses seriam alguns dos desafios sobre os quais vc se pergunta: incentivar os alunos a questionar mas sem que isso se transforme em baderna; permitir que criem sem que isso seja visto como rebeldia ou transgressão. Ah&#8230; os paradoxos, os oxímoros&#8230; muito difícil lidar com eles&#8230; mas ao mesmo tempo, fascinante!</p>
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		<title>Por: Jaylei</title>
		<link>http://www.caraminhadas.com.br/2009/09/sociedade-dos-poetas-mortos/comment-page-1/#comment-31</link>
		<dc:creator>Jaylei</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 19:56:55 +0000</pubDate>
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		<description>Só fico pensando se mudássemos &quot;aluno&quot; para &quot;cidadão&quot; e &quot;escola&quot; para &quot;sociedade&quot;.

Das perguntas do texto destaco a última.

Se os princípios da sociedade fossem autonomia e cidadania, que práticas se alinhariam com eles?

E deixo outra pergunta: Se autonomia e cidadania realmente perpassassem pelas salas de aulas ou fizessem parte da práxis, quais os desafios, ou melhor, quais os maravilhosos desafios que os professores teriam que enfrentar? :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só fico pensando se mudássemos &#8220;aluno&#8221; para &#8220;cidadão&#8221; e &#8220;escola&#8221; para &#8220;sociedade&#8221;.</p>
<p>Das perguntas do texto destaco a última.</p>
<p>Se os princípios da sociedade fossem autonomia e cidadania, que práticas se alinhariam com eles?</p>
<p>E deixo outra pergunta: Se autonomia e cidadania realmente perpassassem pelas salas de aulas ou fizessem parte da práxis, quais os desafios, ou melhor, quais os maravilhosos desafios que os professores teriam que enfrentar? <img src='http://www.caraminhadas.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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