Preço do desafio

preco-desafio“Não quero me operar nesse hospital porque ele tem um altíssimo índice de êxito cirúrgico.”

Esta frase enuncia um contrassenso tão estapafúrdio que dificilmente encontrará alguém que com ela concorde. No entanto, nesse filme, que é baseado em fatos reais, o pleno êxito de todos os alunos considerados “inaptos”, em um exame nacional de cálculo avançado, desperta imediata desconfiança não só fora da escola como dentro dela mesma. O governo designa uma equipe para investigar o improvável sucesso e, mesmo não conseguindo provar que houve fraude, os alunos tiveram que refazer o dito exame.

Esse é o foco do filme e, a partir dele, vale repensar o que se espera dos alunos nos exames escolares. Leia mais »

Escritores da liberdade

A quem a escola deve ser fiel: ao aluno ou ao programa?

Muito se fala, ainda nos dias de hoje, embora com uma terminologia meio anos 70-80, que “o aluno deve ser o centro do processo educativo”. O século XXI derrubou a idéia de “centro” já que a interpenetração ou inter-relação entre os diversos campos do saber foi substituída pelas imagens de “rede” e de “rizoma”. Mas, nem por isso podemos afastar o aluno do foco principal da preocupação escolar porque, afinal, a escola deveria ser, de fato, para o aluno. O problema é como se operacionaliza isso…

O filme Escritores da liberdade encara essa questão a fundo. Percebendo que os conteúdos programáticos de sua matéria não tinham a menor relação com a vida de seus alunos – adolescentes maltratados pelo duríssimo cotidiano de luta pela própria sobrevivência numa comunidade extremamente violenta –, a professora Erin (de Língua Inglesa) opta por abandonar seus planos iniciais de aula e ir ao encontro das angústias que tanto os perturbavam. Leia mais »

Criatividade na escola

Como se desenvolve a criatividade? O que o professor pode fazer para que seus alunos sejam criativos ao produzir um texto ou fazer um desenho? Muitas vezes a criatividade é associada ao “laissez-faire” (“deixa-rolar”), mas é melhor que a proposta de trabalho contenha um desafio porque a criatividade costuma ser a solução para problemas causados pelo obstáculo. Heloisa Padilha discute as condições necessárias para se desenvolver a criatividade na sala de aula, na seção Matutes da revista CARAMINHADAS.
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Céu de outubro

Pode haver espaço para a autonomia intelectual na escola?

Homer, um aluno de 17 anos, se encanta pela passagem do satélite Sputnik sobre o pequeno vilarejo em que mora e toma uma decisão: vai, ele próprio, construir um foguete. Uma professora percebe o potencial do rapaz e o incita a dar prosseguimento ao seu propósito, mas é a única na escola que o apóia.

O filme retrata os percalços de Homer para conseguir o seu intento e ele passa a persegui-lo com mais determinação depois de saber que, se for bem sucedido, poderá concorrer a uma bolsa de estudos universitários. Isso significa muito para ele porque o único destino possível para os jovens daquela cidade era trabalhar debaixo da terra, nas minas de carvão, ao passo que ele tinha os olhos para a direção oposta: os céus. Assim, sua liberdade e realização contavam unicamente com sua capacidade para lutar contra suas limitações internas (ele tinha muitas dificuldades em Matemática) e externas (total falta de apoio do pai, do irmão e do diretor, que, inclusive, o expulsa da escola). Leia mais »