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	<title>Caraminhadas &#187; aprendizagem</title>
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	<description>A sua revista interativa sobre educação</description>
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		<title>Um amigo inesperado</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 14:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cineminholas]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
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		<category><![CDATA[metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[olhar aditivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Baseado em livro que narra uma história verídica, o filme conta a vida de Kyle, um menino autista de seis anos, que vive em seu próprio mundo, entregue a algumas (poucas) atividades, dentre as quais se destaca assistir vídeos de animação que têm como protagonista um trem, de nome Thomas, muito popular entre as crianças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-336" href="http://www.caraminhadas.com.br/2010/10/um-amigo-inesperado/after-thomas/"><img class="alignright size-full wp-image-336" title="after-thomas" src="http://www.caraminhadas.com.br/wp-content/uploads/2010/10/after-thomas.jpg" alt="" width="195" height="278" /></a>Baseado em <a href="http://viagemnasleituras.blogspot.com/2009/02/um-amigo-chamado-henry.html "><strong><span style="text-decoration: underline;">livro</span></strong> </a>que narra uma história verídica, o filme conta a vida de Kyle, um menino autista de seis anos, que vive em seu próprio mundo, entregue a algumas (poucas) atividades, dentre as quais se destaca assistir vídeos de animação que têm como protagonista um trem, de nome Thomas, muito popular entre as crianças inglesas.</p>
<p>Os pais de Kyle encontram dificuldades em se relacionar com ele (e entre si também, principalmente no que diz respeito ao que fazer com o filho), mas a avó materna parece encontrar maneiras de fazê-lo realizar algumas ações. É dela a ideia de usar um boneco para dizer ao neto que ele deve fazer alguma coisa, como comer, ou parar de fazer alguma coisa porque é hora de ir embora. Com esse estratagema, ela consegue que o menino a obedeça.</p>
<p>Também é dela a ideia de dar um cachorro para Kyle, o qual é imediatamente nomeado de Thomas por ele. Com isso, fica evidente que ele, nesse momento, transfere para o cachorro o vínculo positivo que dispensava para o personagem do desenho animado, atitude esta que traz bons presságios.<span id="more-334"></span></p>
<p>E de fato, desde o início da convivência com Thomas, Kyle começa a apresentar notáveis avanços, como brincar, realizar ações rotineiras (ir para a cama, comer, pedir para fazer xixi), conversar e até mesmo desenhar, embora todos os avanços estejam fortemente conectados com o cachorro, o que ainda deixa os pais um pouco de fora da vida do filho.</p>
<p>O foco desta <em>Cineminhola</em> é refletir sobre a direção em que o processo de aprendizagem deve ocorrer, principalmente nos casos de crianças que têm uma maneira muito particular de ver e de viver o mundo, carreguem elas qualquer rótulo que seja – autismo, dislexia ou mesmo alguma das síndromes que hoje tanto tiram o sono das escolas. Independentemente do diagnóstico que as caracterize, o fato é que podemos olhar para essas crianças com olhos educativos de natureza “subtrativa” ou “aditiva”.</p>
<p>O olhar de subtração é o que observa tudo aquilo que a criança ainda não faz e mede o quanto suas condutas e suas aprendizagens se distanciam do “normal” e do esperado. O olhar aditivo, pelo contrário, se encanta com cada nova aprendizagem, vai somando-a às anteriores e deixa escancarada a expectativa de que outras tantas virão, mesmo que custem a chegar ou que acabem não vindo.</p>
<p>Particularmente, penso que é melhor apostar que novas aprendizagens são possíveis do que colocar todas as fichas em uma certeza (baseada em que bola de cristal?) de que o futuro é sombrio porque o processo de aprender irá estagnar ou já fechou as portas. Neste momento, parece-me oportuno relembrar uma deliciosa frase do poeta francês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Cocteau"><strong><span style="text-decoration: underline;">Jean Cocteau</span></strong></a>: “não sabendo que era impossível, foi lá e fez”.</p>
<p>Crianças como Kyle precisam de adultos que se dirijam para dentro de seu universo e de lá de dentro comecem a trazê-las para o universo cá de fora. No caso específico deste menino, no entanto, quem cumpriu esse papel inicialmente foi um cachorro, sendo que seus pais, ao perceber que podiam se comunicar com o filho fazendo-se passar pelo animal, conseguiram entrar em cena e assumir as rédeas desse longo e doloroso percurso de um universo ao outro.</p>
<p>O menino verdadeiro (chamado Dale Gardner), que inspirou o personagem do filme, declarou, aos 18 anos, que se os pais não tivessem se comunicado com ele por meio do cachorro, teria parado de falar completamente, tal era o pavor que experimentava ao se deparar com a complexa variedade de feições faciais e corporais que as pessoas utilizam ao se comunicar. Em oposição a isso, a simplicidade das expressões faciais do cachorro foi o que permitiu Dale, na vida real, sentir-se confiante o suficiente para iniciar seu processo de comunicação e, por conseguinte, de aprendizagem.</p>
<p>Enfim, a mim me parece que o caminhar educativo sobre crianças e jovens que vivem em outros mundos ou usam óculos diferentes da maioria para ver o mundo de cá, seja qual for a problemática que os aprisiona, deve começar com a iniciativa do adulto se movendo na direção da criança ou do jovem para buscar entender, pelo lado de dentro de seu universo, a construção do seu sistema de significações e, de lá, vir acompanhando-o, em atitude permanentemente aprendente, o passo a passo de sua jornada para o universo de cá, sem jamais deixar de acolher as conquistas obtidas com olhos aditivos em vez de subtrativos.</p>
<p><strong>Ficou curioso?</strong></p>
<p>O <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pugf6vVzXdQ">filme </a>feito para TV “Meu Filho Meu Mundo” (no original, <em>Son-Rise, A miracle of Love, de Glenn Jordan</em>, EUA, 1979) também retrata uma história verídica de autismo, que redundou na criação de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Son-Rise"><span style="text-decoration: underline;">metodologia</span> </a>revolucionária para cuidar de pessoas autistas.</p>
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		<title>Parceria com o ESTUDODEBOM – o clube do aprender</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 23:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caraminhando]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[autoria]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
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		<description><![CDATA[A Caraminhadas tem o prazer de comunicar que daqui em diante manterá estreita parceria com o ESTUDODEBOM – o clube do aprender, que vem a ser um espaço especialmente criado para ensinar adolescentes a estudar e a pesquisar. Com uso de muita tecnologia, a garotada decide o que deseja aprender, descobrir, investigar, aprende a fazê-lo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_331" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-331" href="http://www.caraminhadas.com.br/2010/09/parceria-com-o-estudodebom-%e2%80%93-o-clube-do-aprender/highends-3/"><img class="size-medium wp-image-331" title="highends" src="http://www.caraminhadas.com.br/wp-content/uploads/2010/09/highends2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Área high tech</p></div>
<p>A <em>Caraminhadas</em> tem o prazer de comunicar que daqui em diante manterá estreita parceria com o <a href="http://www.estudodebom.com.br"><span style="text-decoration: underline;">ESTUDODEBOM</span><span style="text-decoration: underline;"> – o clube do aprender</span></a>, que vem a ser um espaço especialmente criado para ensinar adolescentes a estudar e a pesquisar. Com uso de muita tecnologia, a garotada decide o que deseja aprender, descobrir, investigar, aprende a fazê-lo por meio da metodologia MAPA (metodologia de aprendizagem da pesquisa e da autoria) e do manejo de uma ferramenta de organização do pensamento.<span id="more-305"></span></p>
<p>Ao término de cada pesquisa, o jovem produz alguma multimídia para contar ao mundo o que estudou. Pode ser um vídeo, um podcast, um mashup, um documentário, uma crônica, conto ou uma série de fotos. A ideia é ir compondo uma espécie de Wikipédia de pesquisas desenvolvidas por adolescentes.</p>
<div id="attachment_330" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-330" href="http://www.caraminhadas.com.br/2010/09/parceria-com-o-estudodebom-%e2%80%93-o-clube-do-aprender/mesa-comunal-2/"><img class="size-medium wp-image-330" title="mesa comunal" src="http://www.caraminhadas.com.br/wp-content/uploads/2010/09/mesa-comunal1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa comunal (em primeiro plano) e pufes (ao fundo)</p></div>
<p>O papel da <em>Caraminhadas</em> nessa parceria é o de ir divulgando os estudos da meninada, da mesma forma que os artigos aqui publicados servirão de material para cursos de formação de professores que o ESTUDODEBOM também oferecerá.</p>
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		<title>Preço do desafio</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 17:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cineminholas]]></category>
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		<category><![CDATA[sucesso e fracasso escolar]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não quero me operar nesse hospital porque ele tem um altíssimo índice de êxito cirúrgico.”
Esta frase enuncia um contrassenso tão estapafúrdio que dificilmente encontrará alguém que com ela concorde. No entanto, nesse filme, que é baseado em fatos reais, o pleno êxito de todos os alunos considerados “inaptos”, em um exame nacional de cálculo avançado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img class="alignright size-full wp-image-265" title="preco-desafio" src="http://www.caraminhadas.com.br/wp-content/uploads/2009/10/preco-desafio.jpg" alt="preco-desafio" width="200" height="306" />“Não quero me operar nesse hospital porque ele tem um altíssimo índice de êxito cirúrgico.”</p></blockquote>
<p>Esta frase enuncia um contrassenso tão estapafúrdio que dificilmente encontrará alguém que com ela concorde. No entanto, nesse filme, que é baseado em fatos reais, o pleno êxito de todos os alunos considerados “inaptos”, em um exame nacional de cálculo avançado, desperta imediata desconfiança não só fora da escola como dentro dela mesma. O governo designa uma equipe para investigar o improvável sucesso e, mesmo não conseguindo provar que houve fraude, os alunos tiveram que refazer o dito exame.</p>
<p>Esse é o foco do filme e, a partir dele, vale repensar o que se espera dos alunos nos exames escolares.<span id="more-181"></span></p>
<p>Duas linhas de indagação são boas para dar início a um debate.</p>
<ol>
<li>Será que a escola não tem uma expectativa pré-fabricada dos resultados dos alunos em testes, provas e que tais? Pode-se não saber exatamente qual o percentual aceitável em cada uma das categorias gerais de proficiência (alta, média e baixa), mas é certo que se rejeita um resultado de 100% de sucesso no topo da escala. Ora, se há rejeição desses 100%, é de se supor que haja um outro percentual que se reconheça como “legítimo” e ele não está abertamente declarado em nenhum lugar. Dá para se desconfiar de sua existência justamente no momento em que se depara com uma forte reação aos 100%.</li>
<li>Por que o sucesso de uma turma inteira, mesmo que legitimamente conquistado, é visto como da ordem do impossível? Por que o sucesso tem que ser construído em cima de um fracasso? Se a pedagogia produz uma quantidade expressiva de conhecimento, desaguando dados de pesquisas sobre todos os fenômenos com que nos deparamos nas mais variadas situações de ensino e aprendizagem, por que não é possível que a escola se torne mais e mais eficiente na produção de sucessos escolares? E não é exatamente esse o resultado que se espera de um educador que estuda muito, envolve os alunos numa atmosfera altamente positiva e direciona intencionalmente sua ação para que os alunos alcancem bons níveis de aprendizagem?</li>
</ol>
<p>O filme consegue mostrar bem todos os ingredientes do processo que leva ao êxito: variados caminhos para aprendizagem dos conhecimentos, conexão destes com a vida dos alunos e doses maciças de autoestima. Nada como ter alguém do nosso lado urrando-nos incansavelmente ao ouvido o quão lindos e maravilhosos podemos ser!</p>
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		<title>Escritores da liberdade</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 14:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cineminholas]]></category>
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		<category><![CDATA[didática]]></category>
		<category><![CDATA[programa e conteúdos]]></category>
		<category><![CDATA[sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[A quem a escola deve ser fiel: ao aluno ou ao programa?
Muito se fala, ainda nos dias de hoje, embora com uma terminologia meio anos 70-80, que “o aluno deve ser o centro do processo educativo”. O século XXI derrubou a idéia de “centro” já que a interpenetração ou inter-relação entre os diversos campos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A quem a escola deve ser fiel: ao aluno ou ao programa?</strong></p>
<p>Muito se fala, ainda nos dias de hoje, embora com uma terminologia meio anos 70-80, que “o aluno deve ser o centro do processo educativo”. O século XXI derrubou a idéia de “centro” já que a interpenetração ou inter-relação entre os diversos campos do saber foi substituída pelas imagens de “rede” e de “rizoma”. Mas, nem por isso podemos afastar o aluno do foco principal da preocupação escolar porque, afinal, a escola deveria ser, de fato, para o aluno. O problema é como se operacionaliza isso&#8230;</p>
<p>O filme <em>Escritores da liberdade</em> encara essa questão a fundo. Percebendo que os conteúdos programáticos de sua matéria não tinham a menor relação com a vida de seus alunos – adolescentes maltratados pelo duríssimo cotidiano de luta pela própria sobrevivência numa comunidade extremamente violenta –, a professora Erin (de Língua Inglesa) <strong>opta por abandonar seus planos iniciais de aula e ir ao encontro das angústias que tanto os perturbavam</strong>.<span id="more-171"></span></p>
<p>Se a vida deles era permeada de intolerância, ódio e preoconceito, então era disso que se deveria falar. Começou, então, por  apresentar a seus alunos um outro tempo e um outro espaço em que a humanidade já vivera dessa forma: o holocausto. Conhecendo a história de milhares de outras pessoas que, como eles, haviam vivido em ambiente de extrema violência, os alunos encontraram sua própria voz e desandaram a deixar escoar suas próprias histórias por meio da escrita diária.</p>
<p>O que dizer dessa iniciativa de Erin? Deixou ela de dar aulas de sua matéria? Deturpou seus objetivos? É assim que seus colegas e a chefe do seu departamento encaram o que Erin fez. Na verdade, justamente por ter promovido alterações profundas e radicais no seu programa para adequá-lo às reais necessidades de seus alunos é que Erin acaba se destacando por ser a professora que guardou maior fidelidade aos objetivos do ensino da língua materna: <strong>conseguiu fazer com que seus alunos passassem a ler e a escrever</strong>, coisa em que seus colegas fracassavam há tempos!</p>
<p>Daí a pergunta-título desta Cineminhola: a quem deve a escola ser fiel – ao aluno ou ao programa? Essa indagação não deve nos jogar diante de dilemas do tipo “ou dou minhas aulas a sério ou levo as coisas na brincadeira”. Esta é uma falsa dicotomia. Se me mantenho firmemente dedicado aos objetivos do trabalho, encontro um enorme leque de maneiras para atingi-los. Se achar conveniente, posso lançar mão de estratégias como cantar, dançar e passear com meus alunos sem gerar bandalha alguma, como Erin fez. Contrariamente a isso, alinham-se diversos professores e escolas que, num respeito praticamente religioso ao programa, acabam abrindo mão do compromisso e da responsabilidade para com a aprendizagem de seus alunos.</p>
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		<title>Céu de outubro</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 18:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cineminholas]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode haver espaço para a autonomia intelectual na escola?
Homer, um aluno de 17 anos, se encanta pela passagem do satélite Sputnik sobre o pequeno vilarejo em que mora e toma uma decisão: vai, ele próprio, construir um foguete. Uma professora percebe o potencial do rapaz e o incita a dar prosseguimento ao seu propósito, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pode haver espaço para a autonomia intelectual na escola?</strong></p>
<p>Homer, um aluno de 17 anos, se encanta pela passagem do satélite Sputnik sobre o pequeno vilarejo em que mora e toma uma decisão: vai, ele próprio, construir um foguete. Uma professora percebe o potencial do rapaz e o incita a dar prosseguimento ao seu propósito, mas é a única na escola que o apóia.</p>
<p>O filme retrata os percalços de Homer para conseguir o seu intento e ele passa a persegui-lo com mais determinação depois de saber que, se for bem sucedido, poderá concorrer a uma bolsa de estudos universitários. Isso significa muito para ele porque o único destino possível para os jovens daquela cidade era trabalhar debaixo da terra, nas minas de carvão, ao passo que ele tinha os olhos para a direção oposta: os céus. Assim, sua liberdade e realização contavam unicamente com sua capacidade para lutar contra suas limitações internas (ele tinha muitas dificuldades em Matemática) e externas (total falta de apoio do pai, do irmão e do diretor, que, inclusive, o expulsa da escola).<span id="more-142"></span></p>
<p>Sendo uma narrativa baseada em fatos reais, cresce o interesse do espectador em ver como Homer conseguirá construir e lançar com sucesso o seu foguete e o filme serve como ótima ilustração de como se desenvolve a <strong>autonomia intelectual</strong> no campo do pensamento científico. Observe-se que a sucessão de experimentos mal sucedidos avança por meio de hipóteses cuidadosamente estudadas de modo autônomo. A cada fracasso, Homer e seus três amigos avaliam criteriosamente o que pode ter dado errado e determinam com que materiais e metodologia será feito o próximo foguete e quais as substâncias que servirão de combustível no próximo lançamento. A necessidade da Matemática para o sucesso da empreitada cresce e Homer consegue autonomamente ir desvendando seus segredos, num magnífico exemplo de que <strong>o desejo é um poderoso combustível para a superação de dificuldades de aprendizagem</strong>.</p>
<p>Uma importante questão que emerge do filme é: como pode a escola abrigar e incentivar a autonomia intelectual dos alunos? Sim, é claro que as dificuldades para fazê-lo são inúmeras. Mas há que se olhar a questão pelo outro lado: quanto está custando para o Brasil o NÃO desabrochar dos talentos da garotada? Será que não há pelo menos um Homer em cada escola e que, por ele, não vale a pena torcer um pouco as regras do jogo para que ele possa florescer?</p>
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