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	<title>Caraminhadas &#187; competências</title>
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	<description>A sua revista interativa sobre educação</description>
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		<title>Diagnóstico dos problemas de elaboração de resumo, e sequência didática para ensinar a fazê-lo – Parte III</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[EstudiosaMENTE]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
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		<category><![CDATA[sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[Heloisa Padilha
Este artigo apresenta a “técnica das reticências numeradas” aplicada a textos escolares, e finaliza a série Diagnóstico dos problemas de elaboração de resumo e sequência didática para ensinar a fazê-lo – Parte I e Parte II.
Princípio da técnica
A técnica das reticências numeradas, que aplicamos a resumo de filmes na Parte II desta série de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Heloisa Padilha</em></p>
<p>Este artigo apresenta a “técnica das reticências numeradas” aplicada a textos escolares, e finaliza a série <em>Diagnóstico dos problemas de elaboração de resumo e sequência didática para ensinar a fazê-lo –</em><strong> <a href="http://www.caraminhadas.com.br/2009/06/diagnostico-dos-problemas-de-elaboracao-de-resumo-e-sequencia-didatica-para-ensinar-a-faze-lo-%E2%80%93-parte-i/">Parte I</a></strong> e <a href="http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/diagnostico-dos-problemas-de-elaboracao-de-resumo-e-sequencia-didatica-para-ensinar-a-faze-lo-%E2%80%93-parte-ii/"><strong>Parte II</strong></a>.</p>
<h3><strong>Princípio da técnica</strong></h3>
<p>A técnica das reticências numeradas, que aplicamos a resumo de filmes na <a href="http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/diagnostico-dos-problemas-de-elaboracao-de-resumo-e-sequencia-didatica-para-ensinar-a-faze-lo-%E2%80%93-parte-ii/">Parte II</a> desta série de artigos, pode ser utilizada em qualquer texto escolar porque o nosso pressuposto é o de que nenhum texto está completo, finalizado. Em qualquer um, é possível apontar diversos pontos que poderiam ser expandidos com mais informações ou com elementos linguísticos – adjetivos, advérbios – que dariam mais vida ao texto. Comecemos com um exemplo bem simples. O trecho a seguir aceitaria, sem dificuldade, enxertos (indicados por meio de reticências) nos pontos assinalados com números (daí o nome “reticências numeradas”):<span id="more-217"></span></p>
<p>Em 1492, a Espanha (&#8230;1) dá início à sua expansão (&#8230;2) depois de expulsar os mouros da Península (&#8230;3). A rota escolhida foi pelo ocidente (&#8230;4) para poder alcançar o oriente (&#8230;5), pois Colombo (&#8230;6) queria provar que a terra era redonda. Acabou descobrindo a América, terra que seria (&#8230;7) disputada pelas potências européias (&#8230;8).</p>
<p>As reticências acima numeradas poderiam ser preenchidas com informações da seguinte natureza, respectivamente:</p>
<p>(&#8230;1) “que na época era governada pela rainha Isabel”</p>
<p>(&#8230;2) indicar o tipo de expansão – no caso, “marítima”</p>
<p>(&#8230;3) “Ibérica”</p>
<p>(&#8230;4) indicar o ponto de partida da rota</p>
<p>(&#8230;5) indicar o ponto de chegada da rota</p>
<p>(&#8230;6) apresentar algum ou alguns dados sobre ele</p>
<p>(&#8230;7) acrescentar um advérbio, como “ferrenhamente” ou “duramente”</p>
<p>(&#8230;8) citar as potências</p>
<h3><strong>Como o professor pode conduzir a atividade?</strong></h3>
<p>É interessante disparar a atividade por meio de uma proposta coletiva, isto é, para toda a turma. O professor pode projetar um trecho do livro didático (ou distribuir cópias para todos os alunos) com indicação de 3-4 reticências numeradas e perguntar aos alunos que tipo de informação poderia ser inserida ali. Não é necessário que eles saibam exatamente o dado a ser inserido, mas que discutam se a informação a ser acrescentada pode ser uma data, um nome, um adjetivo, um advérbio ou qualquer outro complemento da informação já existente. É interessante pedir que os alunos justifiquem suas sugestões com bons argumentos.</p>
<p>Incentive os alunos a indicar outros pontos do texto que aceitariam inserções. Aproveite bem o fato de que vários alunos assim em conjunto podem chegar a um montante bastante grande de informações. Um quantitativo grande de sugestões é bom para se passar à próxima etapa, que é decidir se os acréscimos são essenciais ou periféricos. Voltando-se ao exemplo acima, <em>não</em> seria relevante acrescentar que idade a rainha Isabel tinha quando Colombo partiu para sua viagem de descobrimento da América.</p>
<p>Depois do debate, os alunos, individualmente ou em dupla, poderiam reescrever o trecho original inserindo as informações que julgar mais relevantes. Na sequência, seria muito produtivo trocar os textos para comparar as novas versões e, nessa ocasião, os alunos podem ser incentivados a expressar sua opinião (fundamentada, é claro) sobre os textos dos colegas.</p>
<p>Num segundo momento, pode-se fazer o caminho inverso: cortar todas as informações de um texto escolar até deixá-lo com o menor tamanho possível sem que as ideias principais se percam. O professor pode disparar a atividade sugerindo que sejam feitos, por exemplo, de 3-4 cortes no texto. A seu critério, pode desafiar os alunos a cortar mais ainda. E repetem-se os procedimentos de julgar se as informações retiradas foram essenciais ou periféricas até que se chegue a um certo consenso na turma, gerando assim um texto informativo bem resumido, apenas com as informações julgadas as mais essenciais.</p>
<p>Reafirmando-se mais uma vez que saber fazer um bom resumo é parte necessária do estudar e que a competência fundamental envolvida no ato de resumir é <em>diferenciar informações</em> <em>essenciais</em> e <em>periféricas</em>, consideramos que a técnica de reticências numeradas pode ser uma ferramenta de grande valia para os alunos na longa trilha de construção das competências do estudar.</p>
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		<title>Diagnóstico dos problemas de elaboração de resumo e sequência didática para ensinar a fazê-lo – Parte I</title>
		<link>http://www.caraminhadas.com.br/2009/06/diagnostico-dos-problemas-de-elaboracao-de-resumo-e-sequencia-didatica-para-ensinar-a-faze-lo-%e2%80%93-parte-i/</link>
		<comments>http://www.caraminhadas.com.br/2009/06/diagnostico-dos-problemas-de-elaboracao-de-resumo-e-sequencia-didatica-para-ensinar-a-faze-lo-%e2%80%93-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 18:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heloisa Padilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[EstudiosaMENTE]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[resumo]]></category>

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		<description><![CDATA[Heloisa Padilha e Isabel Padilha
A experiência de trabalho na escola indica que o resumo é uma ferramenta importante de estudo e que seus alunos encontram dificuldades para elaborá-los, provavelmente devido ao fato de que o ensino de ferramentas para estudar costuma ser uma terra de ninguém na escola.
Em trabalho de consultoria, investigamos, junto a alunos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address class="vcard author"><span class="fn">Heloisa Padilha</span> e <span>Isabel Padilha</span></address>
<p>A experiência de trabalho na escola indica que o resumo é uma ferramenta importante de estudo e que seus alunos encontram dificuldades para elaborá-los, provavelmente devido ao fato de que o ensino de ferramentas para estudar costuma ser uma terra de ninguém na escola.</p>
<p>Em trabalho de consultoria, investigamos, junto a alunos de Ensino Fundamental II de uma escola particular do Rio de Janeiro, quais os obstáculos subjacentes à elaboração de resumos que servissem de apoio aos seus estudos nas disciplinas de História, Geografia e Ciências e encontramos as dificuldades descritas a seguir.<span id="more-89"></span></p>
<ul>
<li> <strong>Incerteza quanto aos objetivos da 	tarefa</strong>: certos alunos patinavam na seleção de informações que 	deveriam constar em seus resumos porque não lhes havia sido 	esclarecido com que objetivo deveriam elaborá-lo e tampouco 	conseguiam por si sós determinar um objetivo claro e razoável para 	a tarefa.</li>
<li> <strong>Incerteza quanto à estrutura de 	um resumo</strong>: na falta de orientações precisas por parte dos 	professores, alguns alunos não conseguiam determinar por si sós os 	itens que conformariam a espinha dorsal dos seus resumos.</li>
<li> <strong>Dificuldade de diferenciar 	informações essenciais e periféricas</strong>: alguns alunos não 	distinguiam com clareza o que era essencial daquilo que se 	caracterizava como detalhes. No entanto, percebemos que alguns 	alunos até faziam tal distinção mas acabavam se perdendo no 	emaranhado das informações periféricas, tentando adivinhar quais 	delas seriam cobradas nas provas, receosos das “pegadinhas” de 	que certos professores por vezes lançam mão.</li>
<li> <strong>Dificuldade na sequência lógica 	de informações</strong>: refere-se à organização de informações num 	todo que faça sentido e que dê conta da totalidade de aspectos 	abordados em um determinado tema. Na verdade, esta é a única 	dificuldade intrínseca à lógica do resumo em si e foi detectada  	em uma quantidade muito pequena de alunos.</li>
<li> <strong>Dificuldades ortográficas, de 	pontuação e de concordância verbal e nominal</strong>: diversos alunos 	cometeram erros desses tipos mas nem sempre apareciam em combinação 	com outros aspectos da elaboração do resumo, ou seja, havia ótimos 	resumos com muitos destes erros e resumos com problemas de outra 	categoria e sem nenhum destes erros. No entanto, vale ressaltar que 	alguns professores, diante de muitos erros deste tipo, tendem a 	considerar um resumo como “ruim” mesmo que o conteúdo esteja 	bom, num bom exemplo de que a forma pode obscurecer o conteúdo.</li>
</ul>
<p>Pensando em ajudar os alunos a superar dificuldades na elaboração de resumos, desenvolvemos uma sequência didática de ensino desta ferramenta, começando por uma situação não escolar, a partir do pressuposto de que um resumo não se faz somente a partir de um texto escolar e de que ele é necessário em várias circunstâncias da nossa vida cotidiana. Assim, alguns professores do segmento em foco sugeriram que o trabalho se iniciasse com o resumo de um filme. Três filmes foram selecionados:</p>
<ul>
<li><cite>A corrrente do bem </cite><a href="http://www.interfilmes.com/filme_12997_A.Corrente.do.Bem-(Pay.It.Forward).html" target="_blank">http://www.interfilmes.com/filme_12997_A.Corrente.do.Bem-(Pay.It.Forward).html</a></li>
<li><cite>O triunfo </cite><a href="http://www.interfilmes.com/filme_17116_O.Triunfo-(The.Ron.Clark.Story.The.Triumph).html" target="_blank">http://www.interfilmes.com/filme_17116_O.Triunfo-(The.Ron.Clark.Story.The.Triumph).html</a></li>
<li><cite>Crash – no limite </cite><a href="http://br.cinema.yahoo.com/filme/13025/crashnolimite" target="_blank">http://br.cinema.yahoo.com/filme/13025/crashnolimite</a></li>
</ul>
<p>Compreendendo que a competência mais importante para a escritura de um resumo é <strong>diferenciar informações essenciais e periféricas</strong>, criamos uma sequência didática de sete etapas, com o objetivo de desenvolver esta competência.</p>
<h3>Etapa I</h3>
<p>Acionar esquemas próprios do ofício de platéia que assiste a um filme: como se assiste a um filme? Quais as atitudes adequadas e inadequadas?</p>
<p>Acionar esquemas prévios de compreensão: o que podemos esperar desse filme? Pensar no título, olhar a capa, antecipar o que vai ver através de levantamento de hipóteses.</p>
<h3>Etapa II</h3>
<p>Assistir ao filme. Interromper 2-3 vezes em partes que permitam antecipação de hipóteses a partir do que já se sabe, já se viu. Por exemplo, com base nas falas e ações de determinado personagem, perguntar o que pode acontecer agora com o novo fato do qual se acaba de tomar conhecimento.</p>
<h3>Etapa III</h3>
<p>Ao final do filme, promover uma conversa livre e descontraída, em que os alunos falem do que acharam da história. Algumas perguntas disparadoras da conversa: o que vocês sentiram durante o filme? Que conexões vocês fizeram com a vida de vocês, com outros filmes ou com casos que conhecem?</p>
<h3>Etapa IV</h3>
<p>Completar, em duplas, a ficha de trabalho <em>Resumo do filme</em>, utilizando a “técnica das reticências numeradas”.</p>
<h3>Etapa V</h3>
<p>Discutir com a turma toda o que foi essencial e o que foi periférico no resumo do filme, em relação à ficha de trabalho <em>Resumo do filme</em>. Houve muita variação nas produções das duplas? É possível chegar-se a um consenso quanto às informações essenciais do filme?</p>
<h3>Etapa VI</h3>
<p>Registrar individualmente por escrito o que aprendeu com essa sequência didática e como poderá diferenciar informações essenciais e informações periféricas em outros contextos quando precisar elaborar outros resumos.</p>
<h3>Etapa VII</h3>
<p>Ao longo das semanas subsequentes, aproveitar as ocasiões de estudo em que a competência <strong>resumir</strong> seja benéfica para uma melhor aprendizagem e incitar os alunos a fazer resumo de textos literários e informativos que tenham que estudar, utilizando a “técnica das reticências numeradas”ou qualquer outra que venham a desenvolver.</p>
<p>O próximo <em>EstudiosaMENTE</em> será <a href="http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/diagnostico-dos-problemas-de-elaboracao-de-resumo-e-sequencia-didatica-para-ensinar-a-faze-lo-%E2%80%93-parte-ii/" target="_self"><strong>Diagnóstico dos problemas de elaboração de resumo e sequência didática para ensinar a fazê-lo – Parte II</strong></a>, que apresentará as fichas de resumo de cada um dos filmes e explicará a “técnica das reticências numeradas”.</p>
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