<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Caraminhadas &#187; programa e conteúdos</title>
	<atom:link href="http://www.caraminhadas.com.br/tag/programa-e-conteudos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.caraminhadas.com.br</link>
	<description>A sua revista interativa sobre educação</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Oct 2010 14:09:57 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Escritores da liberdade</title>
		<link>http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/escritores-da-liberdade/</link>
		<comments>http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/escritores-da-liberdade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 14:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cineminholas]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[didática]]></category>
		<category><![CDATA[programa e conteúdos]]></category>
		<category><![CDATA[sala de aula]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.caraminhadas.com.br/?p=171</guid>
		<description><![CDATA[A quem a escola deve ser fiel: ao aluno ou ao programa?
Muito se fala, ainda nos dias de hoje, embora com uma terminologia meio anos 70-80, que “o aluno deve ser o centro do processo educativo”. O século XXI derrubou a idéia de “centro” já que a interpenetração ou inter-relação entre os diversos campos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A quem a escola deve ser fiel: ao aluno ou ao programa?</strong></p>
<p>Muito se fala, ainda nos dias de hoje, embora com uma terminologia meio anos 70-80, que “o aluno deve ser o centro do processo educativo”. O século XXI derrubou a idéia de “centro” já que a interpenetração ou inter-relação entre os diversos campos do saber foi substituída pelas imagens de “rede” e de “rizoma”. Mas, nem por isso podemos afastar o aluno do foco principal da preocupação escolar porque, afinal, a escola deveria ser, de fato, para o aluno. O problema é como se operacionaliza isso&#8230;</p>
<p>O filme <em>Escritores da liberdade</em> encara essa questão a fundo. Percebendo que os conteúdos programáticos de sua matéria não tinham a menor relação com a vida de seus alunos – adolescentes maltratados pelo duríssimo cotidiano de luta pela própria sobrevivência numa comunidade extremamente violenta –, a professora Erin (de Língua Inglesa) <strong>opta por abandonar seus planos iniciais de aula e ir ao encontro das angústias que tanto os perturbavam</strong>.<span id="more-171"></span></p>
<p>Se a vida deles era permeada de intolerância, ódio e preoconceito, então era disso que se deveria falar. Começou, então, por  apresentar a seus alunos um outro tempo e um outro espaço em que a humanidade já vivera dessa forma: o holocausto. Conhecendo a história de milhares de outras pessoas que, como eles, haviam vivido em ambiente de extrema violência, os alunos encontraram sua própria voz e desandaram a deixar escoar suas próprias histórias por meio da escrita diária.</p>
<p>O que dizer dessa iniciativa de Erin? Deixou ela de dar aulas de sua matéria? Deturpou seus objetivos? É assim que seus colegas e a chefe do seu departamento encaram o que Erin fez. Na verdade, justamente por ter promovido alterações profundas e radicais no seu programa para adequá-lo às reais necessidades de seus alunos é que Erin acaba se destacando por ser a professora que guardou maior fidelidade aos objetivos do ensino da língua materna: <strong>conseguiu fazer com que seus alunos passassem a ler e a escrever</strong>, coisa em que seus colegas fracassavam há tempos!</p>
<p>Daí a pergunta-título desta Cineminhola: a quem deve a escola ser fiel – ao aluno ou ao programa? Essa indagação não deve nos jogar diante de dilemas do tipo “ou dou minhas aulas a sério ou levo as coisas na brincadeira”. Esta é uma falsa dicotomia. Se me mantenho firmemente dedicado aos objetivos do trabalho, encontro um enorme leque de maneiras para atingi-los. Se achar conveniente, posso lançar mão de estratégias como cantar, dançar e passear com meus alunos sem gerar bandalha alguma, como Erin fez. Contrariamente a isso, alinham-se diversos professores e escolas que, num respeito praticamente religioso ao programa, acabam abrindo mão do compromisso e da responsabilidade para com a aprendizagem de seus alunos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/escritores-da-liberdade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

