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	<title>Caraminhadas &#187; Video</title>
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	<description>A sua revista interativa sobre educação</description>
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		<title>Parceria com o ESTUDODEBOM – o clube do aprender</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 23:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caraminhando]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[autoria]]></category>
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		<description><![CDATA[A Caraminhadas tem o prazer de comunicar que daqui em diante manterá estreita parceria com o ESTUDODEBOM – o clube do aprender, que vem a ser um espaço especialmente criado para ensinar adolescentes a estudar e a pesquisar. Com uso de muita tecnologia, a garotada decide o que deseja aprender, descobrir, investigar, aprende a fazê-lo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_331" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-331" href="http://www.caraminhadas.com.br/2010/09/parceria-com-o-estudodebom-%e2%80%93-o-clube-do-aprender/highends-3/"><img class="size-medium wp-image-331" title="highends" src="http://www.caraminhadas.com.br/wp-content/uploads/2010/09/highends2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Área high tech</p></div>
<p>A <em>Caraminhadas</em> tem o prazer de comunicar que daqui em diante manterá estreita parceria com o <a href="http://www.estudodebom.com.br"><span style="text-decoration: underline;">ESTUDODEBOM</span><span style="text-decoration: underline;"> – o clube do aprender</span></a>, que vem a ser um espaço especialmente criado para ensinar adolescentes a estudar e a pesquisar. Com uso de muita tecnologia, a garotada decide o que deseja aprender, descobrir, investigar, aprende a fazê-lo por meio da metodologia MAPA (metodologia de aprendizagem da pesquisa e da autoria) e do manejo de uma ferramenta de organização do pensamento.<span id="more-305"></span></p>
<p>Ao término de cada pesquisa, o jovem produz alguma multimídia para contar ao mundo o que estudou. Pode ser um vídeo, um podcast, um mashup, um documentário, uma crônica, conto ou uma série de fotos. A ideia é ir compondo uma espécie de Wikipédia de pesquisas desenvolvidas por adolescentes.</p>
<div id="attachment_330" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-330" href="http://www.caraminhadas.com.br/2010/09/parceria-com-o-estudodebom-%e2%80%93-o-clube-do-aprender/mesa-comunal-2/"><img class="size-medium wp-image-330" title="mesa comunal" src="http://www.caraminhadas.com.br/wp-content/uploads/2010/09/mesa-comunal1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa comunal (em primeiro plano) e pufes (ao fundo)</p></div>
<p>O papel da <em>Caraminhadas</em> nessa parceria é o de ir divulgando os estudos da meninada, da mesma forma que os artigos aqui publicados servirão de material para cursos de formação de professores que o ESTUDODEBOM também oferecerá.</p>
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		<title>Estratégias antecipatórias</title>
		<link>http://www.caraminhadas.com.br/2009/09/estrategias-antecipatorias/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 16:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matutes]]></category>
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Alunos desinteressados na aula. Conhece esse filme? A falta de engajamento de muitos alunos nas atividades de sala pode ser revertida se eles forem desafiados a tentar adivinhar quais os efeitos de um certo fato ou fenômeno ou, ainda, o final da história que vai ser contada.
Heloisa Padilha discute a importância de se utilizar estratégias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="438" height="353"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HHFtdu4IZIg&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/HHFtdu4IZIg&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="438" height="353" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p>
<p>Alunos desinteressados na aula. Conhece esse filme? A falta de engajamento de muitos alunos nas atividades de sala pode ser revertida se eles forem desafiados a tentar adivinhar quais os efeitos de um certo fato ou fenômeno ou, ainda, o final da história que vai ser contada.</p>
<p>Heloisa Padilha discute a importância de se utilizar estratégias antecipatórias na sala de aula, na seção <em>Matutes</em> da revista CARAMINHADAS.<span id="more-230"></span></p>
<h3><strong>Ficha técnica da animação mencionada no Matutes</strong></h3>
<p><em>La Belle au Bois Dorrrrmant</em></p>
<p>Marcos Meneghetti<br />
França / France [2007]</p>
<p><em>A Bela Adorrrrmecida.</em> A bela princesa Clara dorme profundamente por causa de um feitiço. Somente o beijo de um belo príncipe poderá libertá-la dessa terrível maldição.</p>
<p><strong>duração:</strong> 00:04:45</p>
<p><strong>produção:</strong> Itecom ArtDesign</p>
<p><strong>técnica:</strong> computador 2D &amp; 3D</p>
<h3>Transcrição do vídeo</h3>
<blockquote class="video-transcript"><p>Olá, eu sou Heloisa Padilha e estou falando para a seção Matutes da Revista Caraminhadas. O tema de hoje é “estratégias antecipatórias”. Vou falar da importância de se preparar os alunos para o que vai acontecer numa aula ou numa atividade específica.</p>
<p>Vou começar contando uma história. Estava eu me programando para levar minhas afilhadas a uma sessão do Festival Anima Mundi, aquele maravilhoso festival de animações. A sessão que eu escolhi para levá-las apresentava uma porção de animações com temáticas, técnicas e nacionalidades variadas.</p>
<p>Sabendo que ia enfrentar longas filas de espera e, também, que as meninas poderiam ficar perdidas com tantos filmes numa sessão só, baixei da internet as sinopses e as imagens das animações e levei-as comigo, com a intenção de a gente bater ótimos papos na fila.</p>
<p>Uma das animações era sobre a Bela Adormecida e teria a duração de apenas 5 minutos. Perguntei às meninas o que elas achavam que ia acontecer naquele filme tão curtinho.</p>
<p>A menina mais nova, de 10 anos, disse “acho que o príncipe que vai acordar a Bela Adormecida é muito feio”. E ela descreveu o príncipe de uma maneira muito divertida, com detalhes de nariz, de cabelo e boca, e nos fez dar umas boas risadas! E não é que ela acertou em cheio? O príncipe era realmente um pavor e ela ficou, óbvio, felicíssima!</p>
<p>O mais bacana foi ver os palpites melhorando a cada antecipação porque elas iam utilizando de modo cada vez mais eficiente as informações das sinopses e das imagens de cada filme. E iam também argumentando e fundamentando melhor os seus palpites.</p>
<p>Sabe qual o resumo dessa história? O resumo dessa história é o seguinte: ocupadas em ficar dando palpite sobre o que ia acontecer em cada filme, o tempo passou rapidinho e nos divertimos à beça.</p>
<p>Essa brincadeira de tentar adivinhar a história que vai ser lida, o resultado de uma experiência que será feita na aula de Ciências, as consequências de uma determinada guerra ou o resultado aproximado de uma conta de dividir – essa brincadeira tem um efeito importantíssimo na aprendizagem.</p>
<p>É o efeito de acionar no aluno o que se chama de “esquemas antecipatórios”. Acionar esquema antecipatório significa fazer com que o aluno ligue os “botões do pensamento” que serão necessários para a atividade que vai acontecer.</p>
<p>O principal desses botões é o das <strong>inferências</strong>, quer dizer, o estabelecimento de relações entre os elementos do texto ou da circunstância para poder criar hipóteses ou conclusões.</p>
<p>Por exemplo, no caso da animação da Bela Adormecida, é pensar que se algumas pessoas resolveram fazer um filminho de apenas 5 minutinhos envolvendo a Bela Adormecida, que é um tema super batido, a hipótese é que o objetivo seria desconstruir um aspecto consagrado da história e, assim, fazer a gente rir.</p>
<p>Fazer inferências ANTES de estudar um certo tema (ou de ler algum texto) coloca o aluno no lugar certo: o lugar de ser agente da sua própria aprendizagem. Se ele chuta um palpite antecipatório, ele vai entrar no estudo motivado pra saber se ele tinha razão com seu chute. E assim, querendo cada vez mais acertar seus palpites, vai aumentando sua capacidade de perceber e de estabelecer relações entre as pistas que estão por toda parte, dentro e fora dos textos escolares.</p>
<p>Agora é a sua vez: quem sabe você experimenta desafiar seus alunos ou seus filhos a anteciparem o desenvolvimento ou o final de algum processo ou de alguma história?</p>
<p>Matute sobre isso e depois venha trocar suas experiências com a gente!</p></blockquote>
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		<title>Criatividade na escola</title>
		<link>http://www.caraminhadas.com.br/2009/07/criatividade-na-escola/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 01:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matutes]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
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Como se desenvolve a criatividade? O que o professor pode fazer para que seus alunos sejam criativos ao produzir um texto ou fazer um desenho? Muitas vezes a criatividade é associada ao “laissez-faire” (“deixa-rolar”), mas é melhor que a proposta de trabalho contenha um desafio porque a criatividade costuma ser a solução para problemas causados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="438" height="353"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7r05T0f7rTo&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/7r05T0f7rTo&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="438" height="353" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p>
<p>Como se desenvolve a criatividade? O que o professor pode fazer para que seus alunos sejam criativos ao produzir um texto ou fazer um desenho? Muitas vezes a criatividade é associada ao “laissez-faire” (“deixa-rolar”), mas é melhor que a proposta de trabalho contenha um desafio porque a criatividade costuma ser a solução para problemas causados pelo obstáculo. Heloisa Padilha discute as condições necessárias para se desenvolver a criatividade na sala de aula, na seção <em>Matutes</em> da revista CARAMINHADAS.<br />
<span id="more-160"></span></p>
<h3>Transcrição do vídeo</h3>
<blockquote class="video-transcript"><p>Olá, eu sou Heloisa Padilha e estou falando para seção Matutes da Revista Caraminhadas. O tema de hoje é criatividade na sala de aula, mais especificamente as condições que favorecem o desenvolvimento da criatividade.</p>
<p>O que se pensa sobre criatividade na escola? Normalmente isso está associado a uma situação de deixar tudo por conta da criança, uma situação de laissez faire, de ficar totalmente à vontade, seja ao fazer um desenho, seja ao produzir um texto, tudo fica por conta da criança: o tema, se vai colorir, se não vai colorir, qual é a história que vai contar, o tamanho da história; como se fosse aquela oportunidade única da criança se expressar livremente.</p>
<p>Na verdade, a criatividade pinta se as condições favoráveis forem as adequadas. Vou contar para vocês, por exemplo, a história de certos jardins ingleses. Algumas pessoas na Inglaterra, que gostam muito de certos animais silvestres comuns naquele país, não gostam de tê-los enjaulados, preferem tê-los, assim, na natureza, soltos no seu jardim. O que eles fazem? Eles criam todas as condições necessárias para que aquele animal venha espontaneamente ao seu jardim. Então se uma certa ave, sei lá, um pardal, um melro ou até um mamífero pequeno, o ouriço, que é muito popular na Inglaterra, se eles gostam muito desses animais, eles estudam a vida desses animais e se, por exemplo, um pardal gosta de fazer um ninho numa árvore alta, por exemplo -- não sei se é verdade – eles então colocam uma árvore bastante alta, ou uma vegetação densa para que o animal possa criar ali uma toca e se esconder. Eles criam essas condições e os animais passam, então, a freqüentar o seu jardim. Olha que idéia bacana!</p>
<p>Com a criatividade é, mais ou menos, a mesma coisa. Criadas as condições dentro da sala de aula, ela realmente acontece. Por exemplo, comigo, eu gosto muito de escrever poemas, adoro escrever, mas não é uma coisa assim que eu possa sentar aqui agora, pegar um papel, “Escreva um poema!”. Não é assim que funciona. Para mim, por exemplo, se eu estiver no meio da natureza, do verde, de preferência, se eu estiver sozinha. São duas condições que facilitam essa produção.</p>
<p>Bom, isso no que diz respeito às condições externas, do ambiente, para facilitar a criatividade. Mas é claro que não é só isso. A própria proposta de trabalho, ela precisa estar favorecendo a criatividade e, como eu já disse, se deixar tudo livre por conta do aluno, não é isso que vai ajudar. O que vai proporcionar uma condição melhor de criatividade é a inserção de algum tipo de empecilho, algum tipo de obstáculo, algum tipo de desafio. A história da humanidade é cheia de exemplos de como a humanidade foi crescendo justamente diante das dificuldades, foi criando, foi descobrindo, foi inventando soluções para os novos problemas. Por exemplo, a minha mão é limitada em termos de tamanho, em termos de suportar temperatura, então eu fui criando a luva para eu poder segurar uma coisa muito quente, eu fui criando objetos cumpridos para poder alcançar coisas distantes que a minha mão não chega em lugares muito pequenos.</p>
<p>Da mesma forma, dentro de um texto, se eu disser, por exemplo, “Vamos agora escrever a história do Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, pelo ângulo do Lobo Mau”. Isso é um desafio e que permite a criatividade do aluno, mas dá um contexto, coloca diante de um obstáculo específico que é uma novidade para ele. Ele não conhece a história do Chapeuzinho Vermelho pelo ângulo do Lobo Mau.</p>
<p>Vamos ver no desenho: no desenho, eu posso criar um dificultador em relação ao tamanho do papel. “Você vai fazer um desenho, mas tem que ser neste tamanhinho aqui de papel” ou, ao contrário, “Você tem que ocupar este papel inteiro aqui com seu desenho, vamos tentar!”, ou então eu dou só duas cores, ou então eu digo “Está bom, você escolhe o animal que você quer desenhar, mas desenhe-o em várias posições”.<br />
Então, é um interjogo de oferece uma condição, delimita uma condição e solta o resto. É nesse inter jogo que a criatividade acontece.</p>
<p>E você, professor, quais as condições que você precisaria proporcionar na sua de aula para que seus alunos seja criativos? Matute sobre isso e depois partilhe suas idéias com a gente!</p></blockquote>
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		<title>Elogio na sala de aula</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:12:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>belpadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matutes]]></category>
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Você gosta de receber um bom elogio? Pois é, como parece que todo mundo gosta, a prática de elogiar alunos oralmente, diante da turma, ou por escrito, nos trabalhos escolares, tem sido amplamente utilizada por educadores, provavelmente com a intenção de estimular os demais alunos a seguirem o exemplo dos elogiados. Mas será que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="438" height="353"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jqfOL-TCrSk&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/jqfOL-TCrSk&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="438" height="353" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p>
<p>Você gosta de receber um bom elogio? Pois é, como parece que todo mundo gosta, a prática de elogiar alunos oralmente, diante da turma, ou por escrito, nos trabalhos escolares, tem sido amplamente utilizada por educadores, provavelmente com a intenção de estimular os demais alunos a seguirem o exemplo dos elogiados. Mas será que o elogio atende a esse propósito? Heloisa Padilha discute a eficácia do elogio aqui na seção <em>Matutes</em> da revista CARAMINHADAS.<br />
<span id="more-55"></span></p>
<h3>Transcrição do vídeo</h3>
<blockquote class="video-transcript"><p>Vamos falar sobre o elogio em sala de aula. Devemos elogiar o aluno? Elogiar oralmente, na frente da turma toda? Elogiar por escrito? E se for bom elogiar por escrito, o que escrever? “Que lindo!”, “Parabéns!”, “Maravilha!”, “Continue assim!”. Será que essas falas dos professores, seja oralmente, seja por escrito, será que elas realmente atingem o objetivo de estimular o aluno? Muitos professores dirão: “Claro! Quem não gosta de um bom elogio?”</p>
<p>Mas, na verdade, o elogio é uma ferramenta de heteronomia. Heteronomia significa reger-se pela regra do outro; seguir o que o outro diz, o parâmetro do outro. Eu preciso da presença do outro, da fala do outro, das indicações do outro para poder saber o que eu vou fazer, o que eu posso fazer. E será que isso é o que a gente realmente quer dos alunos?</p>
<p>Na verdade quando a gente trabalha com elogio cria-se uma dependência que pode ser interessante de início, caso você esteja com uma turma muito complicada, mas pode ser um tiro no pé, porque se você não sair dessa condição de elogio, o aluno tenderá a ficar dependendo desse elogio para poder produzir. Isso não é um bom motivo para um aluno realmente criar algum texto, realizar um trabalho de boa qualidade. Na verdade, a recompensa não deveria vir de fora, e sim de dentro, do grande prazer de aprender, do prazer de resolver uma tarefa complexa.</p>
<p>E o elogio, se feito por escrito, ele cria essa dependência de que eu estava falando, e aí você vê aquela fila de alunos de séries iniciais do ensino fundamental, aquela fila de alunos pedindo, querendo o caderno, a ficha, o trabalho para o professor escrever “Que lindo!”, “Que maravilha”, e se aquilo não é escrito, não há um selo de validade, quer dizer, o aluno fica na dependência do professor para aceitar que a sua tarefa está bem cumprida, está adequadamente resolvida. E se, pelo contrário, em vez de elogios, nós devolvemos perguntas para os alunos ou dando parâmetros daquilo que realmente está bem atingido, bem feito e aquilo que ainda não está bem feito, tem um exemplo diferente no aluno. Por exemplo, “tô achando aqui que você teve uma boa ideia inicial, mas não desenvolveu muito bem. Você não quer experimentar esse ponto, esse ponto aqui; tem uns dois pontos aqui que você poderia desenvolver melhor”. Isso é diferente, é diferente do simplesmente “Parabéns”. E parabéns pelo quê?</p>
<p>Por outro lado tem o elogio oral na frente de toda a turma. Esse é mais complicado. No momento em que se elogia um aluno em público, diante de todos os seus colegas, significa que, na verdade, o resto da turma está toda “deselogiada”. Vamos explicar isso. Quando o professor pergunta assim: “Quem saberia dizer o que significa mercantilismo?”. Aí aquelas mãos se levantam: “Eu!”, “Eu!”, “Eu!”. O professor pega o primeiro que diz: “Mercantilismo tem a ver com mercado”. Aí o professor não gosta muito daquela resposta, fica quieto. “Bom, vamos ver uma outra resposta”, aí vem uma outra resposta, um outro dedinho levantado e aí dá um conceito que o professor acha adequado e aí ele diz: “Muito bem, fulano!”. Como é que se sente o cicrano que deu a primeira resposta? É um deselogio automático, é quase que uma reprimenda.</p>
<p>Melhor do que um elogio à pessoa, o que se pode fazer é aproveitar as contribuições dos alunos e costurá-las entre si de modo a fazer um pensamento da turma. Então: uma parte da definição foi dada aqui, uma outra parte foi dada lá, um terceiro elemento foi dado por um outro aluno e aí o professor costura as ideias para fazer um conceito, para fechar uma ideia, enfim, para resumir alguma coisa.</p>
<p>Pense sobre isso, fique matutando!</p></blockquote>
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